DIY é mais do que estimular o cérebro, é também uma forma de ser contra o sistema corporativo/industrial e também monetarista.
Podemos trocar experiências, conhecimentos e até mesmo o produto final.

Na construção a coisa é sem mimimi e momomo, o papo é rústico e reto! :oD

Sai da cidade grande em nome de um dia a dia mais salubre e para construir minha casa com uma boa oficina, e nela poder fazer minhas estrapizongas mais livremente, o resto é história...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

(pseudo) Segurança residencial

Segurança é um assunto espinhoso também.
A maior parte dela visa mais o aspecto psicológico que prático.
Ninguém está imune à violência mesmo que ande e durma com um segurança particular estilo Rambo, treinado no Mossad e com especialização nos Seal.

Violência é um problema endêmico de aglomerados urbanos, especialmente os que objetivam a individualidade, status, superficialidade, lucro a qualquer custo (eufemisticamente chamado de ambição) e onde tudo é perdoado em nome do "sucesso" (síntese gentil para a hipocrisia de olhar somente pro próprio nariz e usando qualquer método não ético - lícito ou não - para se chegar a esse objetivo).

A essa sociedade 'colocaremos no popular' como NÓS.

Enfim, não se deseja sofrer com a violência, e como a expectativa é de piora (seja socialmente e ambientalmente) tentamos nos proteger. Lembrando que 'otimista' é um sujeito desinformado que usa a esperança como vara mágica para desenhar um pseudo futuro.

O meliante (juro que não sou delegado de polícia) é um empreendedor, ilícito mas um empreendedor... apesar de que a maioria dos grandes empreendedores... bem deixa pra lá, eu fui empresário e vi na pele que para você crescer e se destacar (sair da mediocridade), uma boa dose de atividades "estranhas" deve ser praticada: sonegação tributária (lícita ou ilícita), exploração de pessoal (trivialmente chamado de "eu pago dentro do mercado"), tráfico de influências (a gentilmente conhecida como "meu amigo me indicou"), trust, uso de informações privilegiadas, evasão de divisas, etc, etc, etc.

Claro, você acreditava na história do sujeito que começou vendendo laranjas que ouvia da Camargo Correa, Siemens, Cisco, Banco Santos, Lehman Brothers, Casas Bahia, Apple... aff, a lista é interminável, deixa pra lá...

Voltando ao tema, devemos lembrar disso, ou seja, que os meliantes são empreendedores, eles tem planejamento, análise de risco, lucratividade, logística, execução, etc.

Por exemplo: 
  1. um veículo é "encomendado" a um "puxador";
  2. ele avalia as "ofertas" (aonde se acha mais fácil);
  3. avalia os riscos (ambiente, iluminação, segurança, rotas de fuga);
  4. avalia o lucro (ganha-se uns 400 ou 500 paus por um carro nacional, portanto, se ele puder "capitalizar" algo a mais como um GPS, som, rodas, etc, é um "plus");
  5. planeja a ação e executa.
Cansado de ser roubado e aliado ao fato de que não ligo a mínima pra isso (porque um liquidificador eu uso por décadas e um carro apenas um ano? estranho né? errado, desculpas esfarrapadas e hipocrisia à parte é apenas status, mas claro, é um direito seu, mas não seja hipócrita, isso é ofensivo aos outros) deixei a bagaça sempre suja e arranhada e sem nenhum penduricalho eletrônico.

Resultado: nunca mais fui roubado e nem sequer gasto mais dinheiro com seguro.
Meu meio de transporte não é um bom negócio para os "empreendedores" ilícitos.

E a casa, o que faremos?

Bom morar numa casa detonada não me parece algo agradável, então, pode-se minimizar o "interesse alheio por ela".
Condomínio fechado ou apartamento?
Bem, isso é pessoal, mas não mais seguro.

O que ocorre, como você pode notar nas pesquisas e na imprensa, é que em prédios e condomínios o risco é maior, porém a lucratividade também e a consequência é atrair um grupo mais especializado, organizado, bem armado e geralmente mais violento.

Soma-se a isso alguns fatores que não me cheiram bem: essa segregação descarada e a criação de uma geração de debiloides que não sabe atravessar uma rua sozinho e de conviver com as diferenças.
Ops, fugi do assunto de novo...


Então se for casa, podemos fazer fachadas mais simples com menos ostentação, claras e acessíveis.
Por acessíveis entenda com visão bidirecional: de dentro para fora e de fora para dentro.
Segundo especialistas, casas com muros altos e portões fechados atraem mais pois o "sujeito" tem mais segurança e privacidade para fazer o que bem entender após estar dentro.

Na zona oeste de São Paulo, bairro do Butantã atrás da USP, uma professora cansou de ser assaltada e seguiu orientação de um capitão da Polícia Militar: retirou o muro.
A casa ficou como uma casa americana.
Acabaram os assaltos.
Não que isso seja garantia, mas estamos falando de minimizar as ocorrências.

Sinto-me mais seguro (atente ao "sinto-me" - sentir <> estar) com muros altos, então os mantive (comprei o terreno já murado) e fiz grandes portões vazados.

Odeio grades mas fui obrigado a colocá-las.
As grades devem ser de ferro galvanizado e muito bem chumbadas na parede, nada de buchas. No caso das malditas janelas maxi-ar, se você desejar abri-las adequadamente as grades terão que ficar por dentro da casa (caso contrario seria um contrassenso colocar uma maxi-ar e impedir que elas tivessem abertura total).

Atenção às bitolas mínimas dos ferros. 
Para uso interno (sem acesso direto à rua): 5/8" x 1/4" para barras chatas e 3/8" para barras redondas.
Para uso externo (com acesso direto à rua): 1" x 5/16" para barras chatas e 1/2" para redondas.

Uso de metalons (tubos) em grades de portas e janelas acho uma perda muito grande de iluminação. Deve-se avaliar com cuidado.

Certifique-se que o serralheiro solde toda a volta das uniões e de ambos os lados. A maioria só "ponteia" (faz pontos de solda) as uniões e muitos ainda colocam massa plástica pra disfarçar.

Se você deixar alguns pontos (umas barras chatas ou redondas) já chumbadas ao redor das portas e janelas durante a construção facilita e evita novas quebradeiras depois.

Curiosidades bizarras. Foto da internet.

Grade clássica (se é que se pode chamar assim). Foto da internet.

Grade com rococó (rs). Foto da internet.

Sanfonada (abre e fecha). Foto da internet.

Existem um monte de modelos. Todos horríveis. Escolha (infelizmente) o seu.

Para muros e cercas existem o arame farpado e as concertinas, individualmente ou em conjunto. O tradicional caco de vidro ainda resiste como opção barata.

Concertina e arame farpado juntos. Foto da internet.

"Canino duplo" ou spikes. Foto da internet.

Escolha o seu para "decorarmos" nosso campo de concentração.

Assim como a cerca elétrica, não há legislação própria a respeito dessas proteções perimetrais, mas o comum são normas municipais que estabelecem altura mínima de 2 metros e placas de advertência a cada 5 metros.

É conveniente que a cerca elétrica seja integrada a um alarme e tenha a opção da sua monitoração (alarme sonoro por aterramento ou corte, e claro, perda de pulsos por uma invasão) poder ser desativada em nome da boa educação: cercas mau instaladas costumam disparar aleatoriamente com frequência e atazanam a vida de todo mundo.

A cercas elétricas necessitam de boa instalação para evitar fugas de tensão, que causam ruídos chatos e os tais disparos desagradáveis.
Geralmente tem alta tensão pulsada em torno de 8KV e 12KV. Alta tensão com baixíssima corrente, o que as tornam seguras, o que não quer dizer inofensivas.

Mortes ou lesões corporais causadas por dispositivos de segurança mesmo que em situações legítimas de defesa não impedem um processo civil ou mesmo criminal.


O uso de molas para repuxo dispensam ajustes constantes decorrentes das
dilatações e contrações térmicas dos fios e garantem melhor estética e funcionalidade.

A bitola do fio deve ser avaliada. Cercas muito extensas e nos litorais devem ser de preferência de 0.8mm em aço inox.
Em outros casos 0.6mm pode ser utilizada, porém, em aço inox também.

As hastes de alumínio são mais indicadas em locais que sofrem com a maresia, porém são bastante frágeis. As de ferro galvanizado costumam ser de melhor qualidade.
Se forem tubos (redondos ou quadrados) galvanizados melhor ainda, porém o preço...


Cercas elétricas monitoradas são montadas (continuidade e nào a simples condução entre os fios)
de modo a poder se checar seu bom funcionamento na central,
porém dificilmente essa norma é seguida pelos instaladores.

De preferência para centrais de alarme com cerca elétrica integrada que tenha unidade discadora (para discar para alguns telefones em caso de disparo), controles remotos não clonáveis e ao menos dois setores.

Os setores são agrupamentos de sensores que podem ser monitorados e ativados separadamente, fazendo com que se possa por exemplo ligar portas e janelas do andar superior num setor e portas e janelas de andares inferiores em outros.

Isso é muito útil, por exemplo, para usar um setor quando se está em casa e dois ou mais quando se viaja.

Com fio ou sem fio vai da possibilidade e preferência.
Os com fio são mais estáveis e de manutenção zero, os sem fio mais sujeitos a problemas e com a necessidade de troca de baterias.

Sensores magnéticos sem fio são bastante aceitáveis, já os de presença sem fio costumam dar muita dor de cabeça: disparos falsos e alto consumo de bateria.





 Aparência de um típico sensor magnético com fio.
Nada mais é que um conjunto de reed switch
("interruptor" magnético de um lado e imã de outro).
Usado para controlar a abertura de uma porta ou janela, ao ser aberta,
o ímã se distância do "interruptor que "abre" o circuito.

 Aparência de um típico sensor magnético sem fio.
O mesmo "interruptor" magnético e ímã acrescido de um circuito transmissor.



 Sensor de presença passivo por infravermelho.
Com ou sem fio são muito semelhantes. Eles atuam captando as emissões de infravermelho dos animais de grande porte. Os "PET" são apenas sensores que ignoram determinada altura pois é virtualmente impossível para dispositivos desse porte discernir entre um cachorro e um homem, portanto, cuidado com o papo de vendedor.

Sensores de barreira ou infravermelho ativo. São dispositivos que de um lado contém um emissor infravermelho e do outro um receptor, de modo que ao ser interrompido o feixe, um disparo ocorre.
Não existem sem fio e podem ser usados em portas, janelas, sobre muros e portões.


Câmeras e circuitos fechados de TV (CFTV) quando usados com aparelhos de boa (câmeras com uma boa resolução - tchan! as mais caras - evidentemente ligadas em aparelhos compatíveis) e que tenham gravação são uma boa para investigações.
Não sei se inibem ações de fato como outros meios.

O monitoramento pela internet é interessante, mas de eficiência discutível se você estiver longe e não tiver ninguém de confiança para dar uma olhada no local.
Lembre-se que você chamar a polícia dizendo que está "vendo" alguém entrar na sua casa pode gerar, digamos, uma ação nula.

Cachorros podem ajudar, mas sinceramente eles latem pra qualquer coisa, portanto sua credibilidade é nula, fora o fato de que matar esses animais não é algo que pese na consciência de um bandido.

E lembre-se de ter respeito ao outros: ninguém é obrigado a ouvir seu pet todo dia.
Eu gostar de hipopótamos não me dá o direito de tê-los no jardim fazendo toneladas de merda e de passear com ele em locais públicos fazendo o mesmo tipo de coisa.


 


Casa matas, campos minados, fosso de crocodilos e outras formas não ortodoxas de segurança perimetral são bastante eficientes, porém com alto riscos de acidentes e possivelmente ilegais.

Uma sociedade mais justa, igualitária e com valores éticos ainda seria a solução definitiva e quase total.



domingo, 16 de novembro de 2014

Não recomendo: janelas maxi-ar

Mesmo sendo altamente racional e avesso a modismos e crendices, às vezes caio em certas bobagens.
Usei as tais "maxi-ar" e me arrependi.

"Maxi" não tão "maxi" assim.

De fato, o que tem de "maxi" se comparadas às basculantes, que quando bem feitas abrem em 90º também?
A diferença de ventilação é pífia, e fica pior se considerarmos que nunca ninguém abre as maxi-ar no seu máximo, ou seja, elas saem até perdendo!

Basculantes: retrô porém eficientes e seguras.

Mas não abrem por que?
Geralmente essas janelas abrem para locais de passagem (evidentemente no térreo) e são um perigo para acidentes quando abertas (pela sua dimensão elas saem muito da parede, isto é, sua parte inferior fica muito no caminho). Meter a testa na quina de uma esquadria de alumínio pode requisitar vários pontos no pronto-socorro.
As basculantes ocupam pouco espaço horizontal mesmo quando abertas totalmente e por isso mais seguras para transeuntes e contra gatunos, algumas vezes dispensam até mesmo grades.

Atualização para Márcia Bispo

Maxi-ar de 60 cm de altura com parte fixa (um tamanho padrão em lavabos) são tão pequenas que podem ser consideradas basculantes de uma folha só. Essas talvez não causem muitos problemas se a diferença do calçamento externo e as pessoas que circulam por lá sejam baixas.

Então vamos a algumas considerações:

A construção deve ter uma altura mínima da rua, aqui na minha região é de 80 cm, porém o calçamento no entorno da casa, na maioria dos casos, não passa de 10 cm abaixo da parte interna em zonas urbanas.

Eu tenho 1,90 m de altura e não sou uma exceção. Nos países desenvolvidos essa chega a ser a média das pessoas e no Brasil nossa média sobe a cada ano, portanto, pela lógica e a inegável estatística, quem tem menos de 1,80 m (homens) é que são exceções.

Então, supondo que pessoas com altura em torno de 1,80 m (já imaginou se as portas comerciais fossem pensadas na média brasileira? Compraríamos batentes de 1,80 m ao invés de 2,10 m!!!) circulem ao seu redor da casa, qualquer maxi que abre folhas acima de 60 cm é um convite ao acidente.

Cozinhas e áreas de serviço necessitam grandes janelas não só pela iluminação e ventilação como por estética, portanto, fatalmente terão folhas com mais de 60cm (vide foto).

Uma saída é colocar "coisas" que impeçam a circulação nesse pedaço. Eu por exemplo coloquei a "casinha" de gás  logo abaixo da janela da cozinha, mas na lavanderia não pensei em nada (ainda) e tchan: meti o chifre na janela! rsrs
Como não foi na quina não houve corte.

Quanto à segurança, minha casa foi recentemente "inaugurada": entraram pela janela da lavanderia...



Observações fixas dos posts com marcadores "NÃO RECOMENDO!": 
  1. Trabalho em desenvolvimento de hardware e software há décadas e portanto, acostumado a lidar com requisitos e normas técnicas, além do mais, leio até caixa de pasta de dente, portanto, alegar que é um problema meu no mínimo é leviandade.
  2. Devemos lembrar sempre que um produto que atende aos requisitos técnicos e éticos não merecem elogios pois são obrigações dos fabricantes e nós pagamos por isso.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Ferro, alumínio... maresia...

Eu já fiz uma observação sobre o portas e janelas em alumínio aqui, e evidentemente sei que pode-se fazer ótimos produtos desse tipo em alumínio... em algum lugar, talvez em outro planeta.

Sendo bastante difícil achar perfis de qualidade e empresas que as usem, vou "dar um tapa " em ferro galvanizado.

Eu moro litoral, há uns 500 metros do mar.
É a primeira vez (quase sempre morei em SP e nasci no RS) que moro no litoral e sempre ouvi falar na maresia e nos problemas que ele causa.

Se você não mora perto do mar deveria se interessar pela postagem também, afinal, as conclusões serão interessantes.

Boatos e anedotas a parte, o fato é que a maresia se mostrou bem pior do que pintavam.

Não se assuste com os primeiros parágrafos perguntando o que eles tem a ver com construção, mas tenha paciência pois tem sim.

Trabalho e me divirto com a informágica. Dentro da diversão está a necessidade de algum gasto com aceleradoras de vídeo para jogos.
Não é necessário os 2 ou 3 mil Reais que é aonde pode chegar o custo de uma placa hi-end, mas uns 500 ou 600 Reais é o mínimo.

Minha falecida GTX 560Ti

Bom, nos quase 4 anos morando aqui já perdi duas, assim como duas ou três boas mainboards (a placa principal de um computador).

Veja a foto e note que mesmo não conhecendo o assunto pode-se notar o que a maresia faz silenciosamente com algo que está fechado num gabinete e dentro de uma casa.

"Cadáver" visto de costas

Sílica não resolve, mesmo porque, a maresia chega como uma névoa junto com poeira de areia e acaba formando um "gosma" corrosiva.
Desumidificadores portanto também não. Ajudam um pouco.

A solução seria manter o equipamento lacrado numa sala refrigerada com filtros de alta eficiência, ou seja, um ambiente controlado.
Essa solução porém tem um custo de manutenção inviável.

A solução definitiva é uma CPU mergulhada em óleo mineral, que gera alguns inconvenientes que não é aqui o local de se abordar.

Estou desenvolvendo a minha solução: o frigoPC. 
Em momento oportuno mostro a bagaça.

Enfim, tudo isso para chegar no ferro galvanizado, afinal, se num ambiente com razoável cuidado acontece isso imagine exposto...


Como sou bastante cético e gosto de fazer minhas experiências, fiz o varal de casa com tubos retangulares de ferro galvanizado (vulgo metalon) sem nenhum tratamento e cabos de aço revestidos.


Soldei o tubo que porta os cabos de aço num outro tubo de apoio
fixado com chumbador na parede. As coisas do seu Coisa são um tanto robustas. hehe
A foto não aparece o varal todo, sinto muito. Se as cuecas de quem vos escreve aparecessem eu perderia o pouco de credibilidade que suponho ter. rsrs


 Mais de perto nota-se a oxidação na junta (a "crosta" avermelhada).
Observe a parte escura da junta: isso é a perda da galvanização por causa da solda.

Na foto saiu também uma parte do porta vassouras de aço inox.
Como se pode ver o aço inox chines e o brasileiro tem a habilidade incrível de oxidar.

Há quase 4 anos que ele foi colocado (junto com o porta vassoura de "inox") completamente exposto as intempéries e está aí, como diria um amigo meu, forte e rígido.
Enfatizando: sem nenhum tratamento, pintura, etc!

Portanto, o ferro galvanizado é muito eficiente e seguro para ser usado mesmo no litoral, desde que o artesão que o manuseie tenha bom conhecimento de solda, trate a área soldada depois do término da peça, utilize de fato um bom ferro galvanizado e lacre qualquer parte que possa permitir a entrada de umidade no interior do tubo.

Além do mais, o ferro tem uma resistência incomparavelmente superior ao alumínio e uma beleza (até mesmo oxidado!) característca.

Mas atenção, as chapas finas são de fato muito pouco recomendáveis e muitos fabricantes a usam para preencher espaços, vide aquelas portas Sasazaki da vida.

Como eu sempre digo, cuidado ao aceitar dogmaticamente tudo que ouve.






sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Minha oficina

No fim das contas a oficina foi um dos principais motivos do meu downsizing de vida.

Ela é como uma "casinha", portanto, reúne todo o básico da construção da casa.

Ela estava pensada desde a planta inicial para respeitar o código de obras, não interferir nas janelas e portas da construção inicial e ainda manter o espaço para a piscina sem aperto.
Ela foi pensada em virar uma suíte de hóspedes quando eu vender a casa, por isso o banheiro completo.
O lavabo para fora é para prestadores de serviço e para a área de churrasqueira que ficará dentro do recuo.
















Depois posto a adequação das máquinas dentro.
Acho que ficou pequena... tá na hora de construir outra casa! ahahaha

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Não recomendo: Brastemp

Há muito tempo numa galáxia longínqua...

Bem, quando a Brastemp não era de um grande grupo, ainda quando sua fábrica era em São Bernardo do Campo, a Brastemp era a Brastemp.
Ao se tornar parte de uma holding, a necessidade de enriquecer seus acionistas a tornou apenas mais uma.

Blá, blá, blá...

Minha geladeira inox, só é inox na porta e ainda sim tem um exclusivo inox que oxida. Deve ser até patenteado. Pelo menos gela bem... mas isso também é o mínimo.



Minha lavadora chacoalha a roupa, gasta uma água absurda, não limpa nada, destrói as roupas e sua capacidade é um conto da carochinha. Pelo menos centrifuga bem... mas era só o que faltava nem isso fazer.
Maldita hora que me desfiz da minha Electrolux frontal só porque tinha 15 anos...



Observações fixas dos posts com marcadores "NÃO RECOMENDO!": 

  1. Trabalho em desenvolvimento de hardware e software há décadas e portanto, acostumado a lidar com requisitos e normas técnicas, além do mais, leio até caixa de pasta de dente, portanto, alegar que é um problema meu no mínimo é leviandade.
  2. Devemos lembrar sempre que um produto que atende aos requisitos técnicos e éticos não merecem elogios pois são obrigações dos fabricantes e nós pagamos por isso.

sábado, 23 de agosto de 2014

Construindo a minha casa - Tapas finais

Acabamento é uma coisa muito pessoal, não há muito o que se comentar a respeito.
Aqui em casa nossas únicas observações foram custo/benefício já que não somos muito ligados nessas coisas. Gostamos de coisas claras, retas e simples.

Pintura

Nas paredes, independente de apenas massa fina, massa corrida ou sem revestimento, tinta acrílica é Suvinil e Metalatex (nada de linhas "econômicas"). Fim. 
Já fiz muita reforma apesar de apenas uma construção e não existem outras tintas tão boas e está aí uma coisa que definitivamente não vale a pena economizar.
Acrílicos laváveis para interior ou exterior, ou especiais para fachada no caso de zonas litorâneas. Epóxi se estiver com o orçamento folgado.

Pisos

Os pisos devem ser todos PEI 4 ou maior. Esqueçam se é uso interno ou não.
Os PEI 4 e 5 brasileiros já são bastante ruins para você optar por outros de resistência menor.
Quanto a porcelanatos ou cerâmicos é opção pessoal, lembrando que os porcelanatos baratos são até piores que as boas cerâmicas. Fora de esquadro e muitas vezes até de planicidade.

E essa mania de grandes formatos é ridícula.
Grandes formatos são para graaaaandes ambientes. Fica absolutamente ridículo colocar 2 ou 3 peças de um piso ou revestimento num ambiente.

Uma coisa que acho importante é quanto à segurança nos boxes.
Os maiores acidentes domésticos são causados por coisas tolas, portanto, o piso não pode ser escorregadio mesmo com sabão.
Eu consegui um piso da Icepa chamado Banho Snow que é homologado pelo corpo de bombeiros e é ótimo. Ensaboe o pezinho e pule num pé só e você não escorrega, ainda assim é discreto  fácil de limpar.

Nos ambientes externos onde costuma se usar sabão e chover também é bom algo rugoso.

Diagonal ou reto, a despeito da suposta vantagem do diagonal aumentar o ambiente (convenhamos, isso é uma bobagem), acho que a escolha deveria ser feita pelo rodapé. Se for usar rodapé cerâmico (mais econômico) assente o piso reto; se for usar rodapé de madeira ou de algum polímero (melhor acabamento) pode ser diagonal.

Claro que há outras opções como granilite, cimento queimado, piso epóxi (não é pintura e sim revestimento), tacos, tabua corrida, cada um com suas vantagens e desvantagens, mas todos devem ter mão-de-obra especializada pois se não trincas e ou empenamentos aparecerão fatalmente.

Revestimentos

Os revestimentos são algo quase sem observações.
Atualmente muitas casas modernas não os usam mais, optado-se por pinturas epóxi que são higiênicas, fáceis de limpar e resistentes.

Uma coisa muito interessante é sempre revestir as paredes dos banheiros com uma camada de pintura cimentícia impermeável antes do assentamento de revestimentos e pisos, pois em muitos casos quando se colocam armários no quarto ao lado esses mofam mesmo estando todo rejuntamento perfeito.

Pingadeiras e rufos

Pingadeiras nas janelas acho essencial. Evita machas e umidade desde que aja um friso no bordo inferior externo, caso contrário não é uma pingadeira e sim apenas uma pedra decorativa.

Rufos e calhas (se não as fez de alvenaria). Sinceramente use alumínio. O investimento é pouca coisa maior que a chapa galvanizada e vale muito a pena.
Eu optei por alumínio pintado de branco. Existem fundos e tintas específicas para o alumínio.

Jardim

Acho essencial para tornar a casa agradável e bonita, além de uma exigência legal que ninguém respeita.
As cotas para permeabilidade no solo são exigências do código de obras. Elas são ecologicamente corretas e são muito cooperativas para evitar enchentes.
Todo mundo reclama do 'painho' (governo) mas não faz minimamente a sua parte.

Já escrevi em vários outros posts: respeite o código de obras.
Ele é o mínimo que se necessita para a salubridade das construções bem como para a cooperação e o respeito mútuo junto à comunidade.

São Paulo (assim como várias outras cidades grandes) não seriam o lixo atual se o código de obras fosse respeitado pelos habitantes e o planejamento fosse executado pelos governantes.

Os serviços públicos japoneses são bastante eficientes mas o grau de colaboração do povo é imenso, vide o exemplo dos torcedores japoneses limpando o estádio antes de sair.

Parágrafos aparentemente desconexos com o post mas que dizem respeito ao código de obras, ou seja, nossas ações individuais devem refletir o que se espera da vida social.

Portas e janelas

No meu post sobre esquadrias de alumínio já resumo parte disso.
Com relação às portas de madeira, as internas podem ser sarrafeadas e as externas somente maciças e de boa madeira (cedrinho, pinho e eucalipto estão definitivamente fora dessa lista).
62 cm nem pensar. Pra nada.
72 cm somente para lavabos e banheiros.
Portas camarão tem péssimo isolamento acústico. Só use se não houver outra alternativa e for um local privado (o banheiro de uma suíte no máximo).

Instalação elétrica e demais sinais

Já postei antes.

Seus mimos e suas marcas

Não tenha medo de ousar e personalizar, afinal, a casa é sua e não para mostrar para alguém.
Admito que fui bastante "coxinha". Coisa de pobre em pânico na primeira construção.

Mas onde ousei um pouco fui bastante feliz.
No banheiro da suite deixei uma abertura para a sacada (que acho um espaço meio inútil) e a transformei numa sala de banho.
Quem observar a minha planta verá que a suíte manteve uma janela nos fundos e uma porta balcão para a sacada/banho, que por sua vez é interligada com o banheiro porque é uma desgraça tomar banho dentro de uma banheira e ao mesmo tempo acaba-se não usando a hidro se ela for muito isolada do box.

Deve-se pensar no cotidiano e não apenas se inspirar em revistas de arquitetura e novelas.
A vida real é bem mais patética. O maridão pançudo caindo na banheira se ela for na área de chuveiro ou a gorda correndo molhada da banheira até o box.
Definitivamente não é uma visão hollywoodiana, mas é o que ocorre na vida real.


Box da suíte com abertura para sacada/banho.

Vista da porta balcão da suíte para a sacada/banho
(ainda sem acabamento na lateral da hidro).

Vista da sacada/banho para a ligação com o box.

Ta aí, alguns pitacos sobre hidro.
Hidro gasta uma água absurda (ainda mais se for a dupla como a minha) pense em descartar essa água na cisterna se a tiver.

Use bombas de 1HP para hidros duplas e no mínimo 0,7HP para as simples.
Adicione um aquecedor de passagem sempre. É mais eficiente do que um aquecedor de entrada de água que não manterá a aguá quente.
8000W no mínimo. Lembre-se de que necessita de um nó (conjunto conduíte, disjuntor e cabeamento) próprio.

O controle da hidro deve ter um dispositivo que desliga o aquecedor quando a bomba não estiver ligada e que desligue a bomba com um atraso em relação ao aquecedor (isso prolonga a vida útil do aquecedor).

Nos metais... bem, use metais, nada de plástico cromado.
As hidro de fibra são muito resistentes e duráveis se limpas com cuidado e bem assentadas.
Use gel coat tratado com proteção UV somente se ficarem em áreas externas.


...


Devo passar para minha oficina agora caso não lembre de nada mais relevante na construção.
Na verdade a oficina era uma prioridade minha e será interessante de notar como se pensando no uso do espaço antes e respeitando o código de obras pode-se ampliar a casa sem problemas legais, estéticos e salutares.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Construindo minha casa - Finalizando o básico / Parte 2 de 2

Agora tenho pouco a adicionar. Reboque.
Ué, como cheguei no pavimento superior? Ops, reboque e escada... e qualquer outra coisa que eu lembrar no caminho.

A escada ocupa uma área considerável da casa. Estando nos dois pavimentos, algo em torno de 10 m², portanto deve ter um algo a mais ao invés de ficar fechada entre paredes.

Antes de mais nada deve-se saber que existem normas para seu tamanho e confecção.


Em geral se usa algo em torno de E=17 cm e P=28 cm.
Pode-se fazer escadas de madeira, metal e alvenaria, sendo essa última podendo ser feita na obra ou apenas montada quando se compra uma pré-fabricada.

Particularmente gosto mais das escadas vazadas (sem espelho) exceto nos casos onde a escada for parte de algo específico na casa como estar ao lado de um bar, e seu interior ser usado como nicho pra copos e garrafas por exemplo.

Escadas caracol em geral são uma lástima para usar!

Optei pela de alvenaria pelo custo e porque queria uma escada de concreto aparente.
Me lasquei.
O pessoal do arquiteto que fez e não tinha grande conhecimento no assunto, resultado: concreto horrível e degraus que quebravam.

Escadas vazadas, sejam elas engastadas na parede ou com coluna central devem ser feitas com uma ferragem cuidadosa e bem executada se não racham mesmo.
Como além do concreto estar horrível e a ferragem ter sido mal feita (degraus flutuantes devem ser feitos com ferragem em gaiola e não simples - 3 ou 4 barras de ferro 3/8" em linha) optei por colocar mármore branco e depois revestir os degraus.

O mármore corrigi o problema estrutural dos degraus flutuantes com ferragem simples adicionando a resistência negativa que falta.

Minha escada depois que desenformou e descobrimos as cagadas.

Depois de colocado o mármore branco e revestida.
Em baixo dela tem um rebaixo para colocação de mármore branco rolado e um ponto de luz para iluminação por baixo.
Há um vidro grande no piso superior e um menor no piso inferior para que o jardim "entre na casa" (aqui na foto ainda era só mato e entulho - rs).

Pensei em fazer iluminação nos degraus, mas a coisa ia complicar e não achei material correto para tal.
Um ponto de luz em cada degrau demandaria uma rede de conduítes internos, caixas e uma "tampa" ou uma pequena luminária de embutir com vidro temperado. Não achei nada próprio para isso mas confesso que olhei muito pouco.

Optei pelo trivial: iluminação na parte superior (laje do piso superior) e um ponto de luz em baixo dela para que possa se usar uma iluminação indireta de baixo para cima.

Se todos os degraus forem encostados numa parede pode-se optar por pontos ao lado de cada degrau, nesse caso não existe necessidades especiais já que não se pisará nas luminárias.

Ah! Degraus flutuantes dão uma certa insegurança para os mais idosos. Dependendo da sua idade, quanto tempo pretende ficar na casa e se mora com pessoas mais velhas, considere a questão como prioridade sobre a estética.

Revestindo a bagaça.

Quem usou alvenaria estrutural terá economia, rapidez e versatilidade nessa hora e como a passagem de tubulações é obrigatoriamente interna e feita durante o assentamento dos blocos, teoricamente tudo deve estar em perfeito estado.
Para este tipo de construção pode-se usar os blocos aparentes apenas impermeabilizando ou pintando os mesmos, ou revesti-los facilmente com gesso ou massa corrida.

Quem usou alvenaria convencional como eu deve fazer um check-list de tudo para evitar rasgar as paredes depois, o que poderá causar problemas no acabamento: 
  • todos os pontos de água e luz estão presentes e nas alturas corretas?
  • rede de sinais (rede local, telefone, TV, etc) está ok?
  • tubulação de gás (cobre) está ok?
  • todas essas tubulações estão desimpedidas e desobstruídas?
  • registros nas posições corretas e instalados corretamente? (registros de pressão tem posição específica de entrada e saída!)
  • contramarcos (esquadrias de alumínio) e batentes ok?
  • pontos de luz externos (jardim, corredores, garagens, expansões futuras, etc) colocados?

Estando tudo ok executa-se o revestimento.
Por dentro, se as paredes foram muito bem feitas, uma pequena camada de gesso elimina a necessidade de chapisco, reboque e massa corrida.
Em caso de se optar (ou for obrigado) pelo reboque (o chapisco antes será obrigatório se não for usado argamassas industriais) aviso que um bom pedreiro o faz com areia peneirada e capricho, dispensando massa fina e/ou massa corrida.

Se forem porcos como o pessoal do meu arquiteto todas as etapas devem ser executadas.


Nas paredes externas ao menos 50 cm deve ser feito com argamassa impermeável.

Lembre-se que uma casa não é só um lugar que será entupido de bibelôs. Ela terá um cotidiano, áreas externas, expansões, etc. Isso sem dúvida é mais importante.