DIY é mais do que estimular o cérebro, é também uma forma de ser contra o sistema corporativo/industrial e também monetarista.
Podemos trocar experiências, conhecimentos e até mesmo o produto final.

Na construção a coisa é sem mimimi e momomo, o papo é rústico e reto! :oD

Sai da cidade grande em nome de um dia a dia mais salubre e para construir minha casa com uma boa oficina, e nela poder fazer minhas estrapizongas mais livremente, o resto é história...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

(pseudo) Segurança residencial

Segurança é um assunto espinhoso também.
A maior parte dela visa mais o aspecto psicológico que prático.
Ninguém está imune à violência mesmo que ande e durma com um segurança particular estilo Rambo, treinado no Mossad e com especialização nos Seal.

Violência é um problema endêmico de aglomerados urbanos, especialmente os que objetivam a individualidade, status, superficialidade, lucro a qualquer custo (eufemisticamente chamado de ambição) e onde tudo é perdoado em nome do "sucesso" (síntese gentil para a hipocrisia de olhar somente pro próprio nariz e usando qualquer método não ético - lícito ou não - para se chegar a esse objetivo).

A essa sociedade 'colocaremos no popular' como NÓS.

Enfim, não se deseja sofrer com a violência, e como a expectativa é de piora (seja socialmente e ambientalmente) tentamos nos proteger. Lembrando que 'otimista' é um sujeito desinformado que usa a esperança como vara mágica para desenhar um pseudo futuro.

O meliante (juro que não sou delegado de polícia) é um empreendedor, ilícito mas um empreendedor... apesar de que a maioria dos grandes empreendedores... bem deixa pra lá, eu fui empresário e vi na pele que para você crescer e se destacar (sair da mediocridade), uma boa dose de atividades "estranhas" deve ser praticada: sonegação tributária (lícita ou ilícita), exploração de pessoal (trivialmente chamado de "eu pago dentro do mercado"), tráfico de influências (a gentilmente conhecida como "meu amigo me indicou"), trust, uso de informações privilegiadas, evasão de divisas, etc, etc, etc.

Claro, você acreditava na história do sujeito que começou vendendo laranjas que ouvia da Camargo Correa, Siemens, Cisco, Banco Santos, Lehman Brothers, Casas Bahia, Apple... aff, a lista é interminável, deixa pra lá...

Voltando ao tema, devemos lembrar disso, ou seja, que os meliantes são empreendedores, eles tem planejamento, análise de risco, lucratividade, logística, execução, etc.

Por exemplo: 
  1. um veículo é "encomendado" a um "puxador";
  2. ele avalia as "ofertas" (aonde se acha mais fácil);
  3. avalia os riscos (ambiente, iluminação, segurança, rotas de fuga);
  4. avalia o lucro (ganha-se uns 400 ou 500 paus por um carro nacional, portanto, se ele puder "capitalizar" algo a mais como um GPS, som, rodas, etc, é um "plus");
  5. planeja a ação e executa.
Cansado de ser roubado e aliado ao fato de que não ligo a mínima pra isso (porque um liquidificador eu uso por décadas e um carro apenas um ano? estranho né? errado, desculpas esfarrapadas e hipocrisia à parte é apenas status, mas claro, é um direito seu, mas não seja hipócrita, isso é ofensivo aos outros) deixei a bagaça sempre suja e arranhada e sem nenhum penduricalho eletrônico.

Resultado: nunca mais fui roubado e nem sequer gasto mais dinheiro com seguro.
Meu meio de transporte não é um bom negócio para os "empreendedores" ilícitos.

E a casa, o que faremos?

Bom morar numa casa detonada não me parece algo agradável, então, pode-se minimizar o "interesse alheio por ela".
Condomínio fechado ou apartamento?
Bem, isso é pessoal, mas não mais seguro.

O que ocorre, como você pode notar nas pesquisas e na imprensa, é que em prédios e condomínios o risco é maior, porém a lucratividade também e a consequência é atrair um grupo mais especializado, organizado, bem armado e geralmente mais violento.

Soma-se a isso alguns fatores que não me cheiram bem: essa segregação descarada e a criação de uma geração de debiloides que não sabe atravessar uma rua sozinho e de conviver com as diferenças.
Ops, fugi do assunto de novo...


Então se for casa, podemos fazer fachadas mais simples com menos ostentação, claras e acessíveis.
Por acessíveis entenda com visão bidirecional: de dentro para fora e de fora para dentro.
Segundo especialistas, casas com muros altos e portões fechados atraem mais pois o "sujeito" tem mais segurança e privacidade para fazer o que bem entender após estar dentro.

Na zona oeste de São Paulo, bairro do Butantã atrás da USP, uma professora cansou de ser assaltada e seguiu orientação de um capitão da Polícia Militar: retirou o muro.
A casa ficou como uma casa americana.
Acabaram os assaltos.
Não que isso seja garantia, mas estamos falando de minimizar as ocorrências.

Sinto-me mais seguro (atente ao "sinto-me" - sentir <> estar) com muros altos, então os mantive (comprei o terreno já murado) e fiz grandes portões vazados.

Odeio grades mas fui obrigado a colocá-las.
As grades devem ser de ferro galvanizado e muito bem chumbadas na parede, nada de buchas. No caso das malditas janelas maxi-ar, se você desejar abri-las adequadamente as grades terão que ficar por dentro da casa (caso contrario seria um contrassenso colocar uma maxi-ar e impedir que elas tivessem abertura total).

Atenção às bitolas mínimas dos ferros. 
Para uso interno (sem acesso direto à rua): 5/8" x 1/4" para barras chatas e 3/8" para barras redondas.
Para uso externo (com acesso direto à rua): 1" x 5/16" para barras chatas e 1/2" para redondas.

Uso de metalons (tubos) em grades de portas e janelas acho uma perda muito grande de iluminação. Deve-se avaliar com cuidado.

Certifique-se que o serralheiro solde toda a volta das uniões e de ambos os lados. A maioria só "ponteia" (faz pontos de solda) as uniões e muitos ainda colocam massa plástica pra disfarçar.

Se você deixar alguns pontos (umas barras chatas ou redondas) já chumbadas ao redor das portas e janelas durante a construção facilita e evita novas quebradeiras depois.

Curiosidades bizarras. Foto da internet.

Grade clássica (se é que se pode chamar assim). Foto da internet.

Grade com rococó (rs). Foto da internet.

Sanfonada (abre e fecha). Foto da internet.

Existem um monte de modelos. Todos horríveis. Escolha (infelizmente) o seu.

Para muros e cercas existem o arame farpado e as concertinas, individualmente ou em conjunto. O tradicional caco de vidro ainda resiste como opção barata.

Concertina e arame farpado juntos. Foto da internet.

"Canino duplo" ou spikes. Foto da internet.

Escolha o seu para "decorarmos" nosso campo de concentração.

Assim como a cerca elétrica, não há legislação própria a respeito dessas proteções perimetrais, mas o comum são normas municipais que estabelecem altura mínima de 2 metros e placas de advertência a cada 5 metros.

É conveniente que a cerca elétrica seja integrada a um alarme e tenha a opção da sua monitoração (alarme sonoro por aterramento ou corte, e claro, perda de pulsos por uma invasão) poder ser desativada em nome da boa educação: cercas mau instaladas costumam disparar aleatoriamente com frequência e atazanam a vida de todo mundo.

A cercas elétricas necessitam de boa instalação para evitar fugas de tensão, que causam ruídos chatos e os tais disparos desagradáveis.
Geralmente tem alta tensão pulsada em torno de 8KV e 12KV. Alta tensão com baixíssima corrente, o que as tornam seguras, o que não quer dizer inofensivas.

Mortes ou lesões corporais causadas por dispositivos de segurança mesmo que em situações legítimas de defesa não impedem um processo civil ou mesmo criminal.


O uso de molas para repuxo dispensam ajustes constantes decorrentes das
dilatações e contrações térmicas dos fios e garantem melhor estética e funcionalidade.

A bitola do fio deve ser avaliada. Cercas muito extensas e nos litorais devem ser de preferência de 0.8mm em aço inox.
Em outros casos 0.6mm pode ser utilizada, porém, em aço inox também.

As hastes de alumínio são mais indicadas em locais que sofrem com a maresia, porém são bastante frágeis. As de ferro galvanizado costumam ser de melhor qualidade.
Se forem tubos (redondos ou quadrados) galvanizados melhor ainda, porém o preço...


Cercas elétricas monitoradas são montadas (continuidade e nào a simples condução entre os fios)
de modo a poder se checar seu bom funcionamento na central,
porém dificilmente essa norma é seguida pelos instaladores.

De preferência para centrais de alarme com cerca elétrica integrada que tenha unidade discadora (para discar para alguns telefones em caso de disparo), controles remotos não clonáveis e ao menos dois setores.

Os setores são agrupamentos de sensores que podem ser monitorados e ativados separadamente, fazendo com que se possa por exemplo ligar portas e janelas do andar superior num setor e portas e janelas de andares inferiores em outros.

Isso é muito útil, por exemplo, para usar um setor quando se está em casa e dois ou mais quando se viaja.

Com fio ou sem fio vai da possibilidade e preferência.
Os com fio são mais estáveis e de manutenção zero, os sem fio mais sujeitos a problemas e com a necessidade de troca de baterias.

Sensores magnéticos sem fio são bastante aceitáveis, já os de presença sem fio costumam dar muita dor de cabeça: disparos falsos e alto consumo de bateria.





 Aparência de um típico sensor magnético com fio.
Nada mais é que um conjunto de reed switch
("interruptor" magnético de um lado e imã de outro).
Usado para controlar a abertura de uma porta ou janela, ao ser aberta,
o ímã se distância do "interruptor que "abre" o circuito.

 Aparência de um típico sensor magnético sem fio.
O mesmo "interruptor" magnético e ímã acrescido de um circuito transmissor.



 Sensor de presença passivo por infravermelho.
Com ou sem fio são muito semelhantes. Eles atuam captando as emissões de infravermelho dos animais de grande porte. Os "PET" são apenas sensores que ignoram determinada altura pois é virtualmente impossível para dispositivos desse porte discernir entre um cachorro e um homem, portanto, cuidado com o papo de vendedor.

Sensores de barreira ou infravermelho ativo. São dispositivos que de um lado contém um emissor infravermelho e do outro um receptor, de modo que ao ser interrompido o feixe, um disparo ocorre.
Não existem sem fio e podem ser usados em portas, janelas, sobre muros e portões.


Câmeras e circuitos fechados de TV (CFTV) quando usados com aparelhos de boa (câmeras com uma boa resolução - tchan! as mais caras - evidentemente ligadas em aparelhos compatíveis) e que tenham gravação são uma boa para investigações.
Não sei se inibem ações de fato como outros meios.

O monitoramento pela internet é interessante, mas de eficiência discutível se você estiver longe e não tiver ninguém de confiança para dar uma olhada no local.
Lembre-se que você chamar a polícia dizendo que está "vendo" alguém entrar na sua casa pode gerar, digamos, uma ação nula.

Cachorros podem ajudar, mas sinceramente eles latem pra qualquer coisa, portanto sua credibilidade é nula, fora o fato de que matar esses animais não é algo que pese na consciência de um bandido.

E lembre-se de ter respeito ao outros: ninguém é obrigado a ouvir seu pet todo dia.
Eu gostar de hipopótamos não me dá o direito de tê-los no jardim fazendo toneladas de merda e de passear com ele em locais públicos fazendo o mesmo tipo de coisa.


 


Casa matas, campos minados, fosso de crocodilos e outras formas não ortodoxas de segurança perimetral são bastante eficientes, porém com alto riscos de acidentes e possivelmente ilegais.

Uma sociedade mais justa, igualitária e com valores éticos ainda seria a solução definitiva e quase total.



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